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Portugal em 1914

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Portugal estabeleceu a sua monarquia em 1128. No século 19, houve um crescimento dramático do republicanismo como resultado da extravagância real, uma Igreja reacionária e pobreza em grande escala. Em fevereiro de 1908, Carlos I e seu irmão foram assassinados. Após uma insurreição em outubro de 1910, Manuel II fugiu para a Inglaterra. Manoel de Arriaga tornou-se o novo líder de Portugal.

Em 1914, o Exército Português começou a escaramuçar com as tropas alemãs na fronteira entre a África Oriental Portuguesa (Moçambique) e a África Oriental Alemã. Agentes alemães também tentaram incitar um levante tribal em Angola. No entanto, o exército português continha apenas 33.000 homens e não estava em boa posição para declarar guerra à Alemanha.


Portugal

Nome completo

(Reino de portugal)

Nome comum

Hino

Línguas oficiais

Capital

Estrutura Governamental

Chefe de Estado

Chefe de governo

Moeda

Estabelecido

Área (território central)

População (território central)

Portugal, oficialmente o & # 160Reino de Portugal & # 160(Português: & # 160Reino de portugal) & # 160é um país situado na Península Ibérica, chefiado pelo Rei Duarte II e pelo Primeiro-Ministro integralista José Hipólito Raposo. Portugal faz fronteira a norte e leste com o Reino de Espanha e a sul e oeste com o oceano Atlântico. Por meio de suas possessões coloniais, também faz fronteira com & # 160Mittelafrika, África do Sul e & # 160a República Francesa & # 160na África e o & # 160Qing Império por meio da Liga das Oito Províncias, assim como & # 160 bem como a Holanda & # 160 via Índias Orientais Holandesas na Ásia. Portugal é membro nominal da Entente.


Aculturação e Assimilação

Os portugueses que se estabeleceram no Havaí tenderam a perder sua identidade étnica mais rapidamente. Das plantações de açúcar, eles se mudaram para as grandes cidades, onde se envolveram no comércio e nas indústrias de serviços. Outros foram para a agricultura. Eles tendiam a casar com outras etnias e rapidamente perderam o sentimento de identidade portuguesa.

Na Califórnia, houve um esforço maior para manter a etnia. Os imigrantes portugueses estabeleceram-se geralmente em áreas rurais onde cultivavam ou operavam laticínios. Contrataram outros portugueses como peões em suas fazendas e, nessas condições de semi-isolamento, era mais fácil preservar seus antigos costumes. Os pais eram os tomadores de decisão da família. Eles permitiam que suas filhas frequentassem a escola apenas enquanto a lei exigia, depois disso, eles as mantinham em casa. Os meninos gozavam de mais liberdade do que as meninas, mas também tendiam a abandonar a escola o mais rápido possível para trabalhar na fazenda ou na fazenda e deveriam se casar com meninas portuguesas. Quando a taxa de chegada de novos imigrantes diminuiu e os descendentes americanos ultrapassaram em muito os portugueses nascidos no exterior, a assimilação começou. Organizações como os Clubes Cívicos Cabrillo, no entanto, foram formadas para preservar o orgulho da herança portuguesa.

A situação na Costa Leste era diferente. Lá os portugueses, principalmente de origem rural, instalaram-se em áreas urbanas. Essa mudança no ambiente forçou a vida familiar e as atitudes a mudar. Quando os tempos eram ruins nas fábricas, as mulheres tinham que trabalhar para ajudar no sustento da família. Em geral, esperava-se que as crianças deixassem a escola na primeira oportunidade de trabalhar para contribuir também com o sustento da família. Isso tendeu a manter os portugueses na classe média baixa, mas libertou as mulheres de seu papel tradicionalmente subordinado e lhes concedeu mais independência.

Onde quer que se instalassem, os imigrantes portugueses tiveram que enfrentar muitas mudanças desconcertantes em seu novo ambiente. Em vez de morar na mesma cidade ou até mesmo no mesmo bairro que o resto de sua família - avós, tias, tios, primos - de quem poderiam contar para obter ajuda quando precisassem, eles se viram sozinhos e sem o sistema de apoio que os família alargada poderia fornecer. Ao contrário do meio a que estavam acostumados, nos Estados Unidos a educação era obrigatória para as crianças, as mulheres eram mais emancipadas, os jovens eram mais livres para escolher os companheiros de sua escolha, as famílias eram mais democráticas do que dominadas pelo pai e um A diferença de gerações frequentemente existia dentro das famílias porque os jovens desenvolveram melhor proficiência no idioma e frequentaram escolas públicas onde foram expostos às atitudes de seus colegas americanos.

TRADIÇÕES, COSTUMES E CRENÇAS

Os portugueses têm uma variedade de crenças populares, muitas das quais coincidem com as de outras culturas. Alguns acreditam que certas pessoas têm o poder do mau-olhado, que lhes confere a capacidade de lançar feitiços malignos sobre outras pessoas com o uso de seus olhos. Alguém pode afastar o mau-olhado fazendo um gesto chamado "o figo", no qual fecha o punho e enfia o polegar entre o indicador e o indicador. Para muitos, o diabo é real e tem o poder de fazer o mal. A palavra "demônio" ( diabo ) é evitado por medo de evocá-lo, ele também pode ser mantido afastado fazendo o sinal da cruz. As sextas-feiras e o número 13 são considerados azar. Algumas pessoas confiam sua saúde a feiticeiros chamados curandeiros, que tentam curar doenças com medicamentos fitoterápicos ou magia. Essas crenças desaparecem ou são vistas como superstições à medida que os imigrantes são absorvidos pela sociedade americana.

Quando as pessoas estão longe de seus países de origem, desejam preservar alguns dos costumes de sua juventude que tiveram um significado especial para elas. No início do século XX, os imigrantes portugueses reviveram três celebrações em sua terra natal - a Festa do Santíssimo Sacramento, a Festa do Espírito Santo e a Festa do Senhor da Pedra.

FESTIVAL DO SACRAMENTO ABENÇOADO

Esta celebração da ilha da Madeira teve início em 1915 em New Bedford, Massachusetts. Este festival de quatro dias, que decorre no primeiro fim de semana de agosto, tornou-se a maior festa luso-americana, atraindo mais de 150.000 visitantes a New Bedford todos os anos. Ao longo do festival há animação, incluindo música portuguesa e americana, canto, dança e animadores famosos. Arcos decorativos são erguidos na área do festival e cobertos com feixes de galhos de bayberry. Luzes coloridas e banners também são usados ​​para decoração. Os vendedores vendem alimentos americanos e madeirenses, incluindo carne de espeto (carne assada no espeto), linguiça (salsicha), cabra (cabra), bacalhau (bacalhau) em molhos portugueses picantes, favas (feijão) e vinho madeirense. Grupos locais executam música folclórica portuguesa e danças de fogos de artifício e rifas complementam as festividades. No domingo, último dia do festival, os organizadores marcham com banda até a igreja para a missa das 11h. Às 14h00 há um desfile colorido que inclui crianças em trajes nativos, bandas, carros alegóricos e rainhas da beleza. Embora esta festa inclua uma missa e uma procissão, é basicamente uma celebração secular destinada a conviver e divertir-se.

FESTIVAL DO ESPÍRITO SANTO

Este festival, celebrado na Califórnia e na Nova Inglaterra, tem como modelo um protótipo açoriano. Dependendo da localização, é comemorado em algum fim de semana entre a Páscoa e o final de julho. A celebração teve início com a Rainha Isabel de Aragão, esposa do Rei Diniz de Portugal, em 1296. Por humildade, antes de uma missa para a qual tinha convidado os pobres, deu o cetro real aos mais indigentes e mandou colocar a coroa real na cabeça dele. Depois da missa, a rainha e outros nobres serviram uma refeição suntuosa aos pobres. Na festa moderna, a coroa é guardada na igreja ao longo do ano. Os detalhes da celebração variam de lugar para lugar, mas às vezes um sorteio é realizado para determinar quais famílias terão a honra de manter a coroa em sua casa por uma das sete semanas anteriores ao festival. O filho do primeiro vencedor é coroado como filho-imperador / imperatriz. Em meio a uma semana de festejos e comemorações, ele mantém a coroa em um lugar de honra em sua casa, cercado de velas e flores, e no final da semana caminha em procissão até a casa do segundo vencedor, e o a segunda criança-imperador / imperatriz é coroada. A coroa passa por sete famílias sucessivas. Poucos dias antes do último domingo da festa, o padre abençoa a comida que foi coletada para os pobres, embora hoje essa comida seja mais comumente usada para um banquete comunitário. No fim de semana final, pode haver uma missa especial, procissão e um carnaval ou feira que inclui fogos de artifício, leilões de caridade, música, comida étnica e dança. chamarrita, uma quadrilha folclórica açoriana.

A FESTA DE SENHOR DA PEDRA

Este festival, iniciado em New Bedford, Massachusetts, em 1924, é celebrado no último domingo de agosto. Baseia-se também num festival açoriano. Seus promotores enfatizam o aspecto religioso desta celebração. Depois da missa, a imagem do Senhor da Pedra e as de outras nove figuras eclesiásticas são carregadas em procissão em carros alegóricos pelas ruas sobre os ombros dos fiéis. Eles são acompanhados por uma banda, outros membros da igreja carregando crucifixos e faixas, e crianças usando suas roupas de primeira comunhão ou vestidas como crianças de anjos também carregam seis carros alegóricos menores encimados por imagens de santos. O padre marcha na procissão levando o sacramento. À medida que a figura do Senhor da Pedra passa, os espectadores colocam dinheiro no seu carro alegórico. Um bairro decora sua rua com pinturas de areia e pétalas de flores sobre as quais a procissão passará. Um carnaval com entretenimento público, comidas étnicas - caçoila (carne de porco marinada), bacalhau, e linguiça, e sorteios também fazem parte do festival.

Outras celebrações regionais incluem o festival de Santo Cristo em Fall River, Massachusetts, o Festival de Nossa Senhora de Fátima, que comemora a aparição da Virgem em Fátima, Portugal, em 1917, e o Festival de Nossa Senhora da Boa Viagem em Gloucester, Massachusetts, durante o qual a frota pesqueira é abençoada.

PROVÉRBIOS

Os provérbios são populares na cultura portuguesa e muitos foram transmitidos de geração em geração:

Não ha rosas sem espinhos —Você não pode ter rosas sem ter espinhos também Amar e saber não póde ser —Amor e prudência não andam juntos Mais quero asno que me leve, que caballo que me derrube - Prefiro um asno que me carregue do que um cavalo que me jogue fora A caridade bem entendida principia por casa —A caridade começa em casa A Deus poderás mentir, mas não pódes enganar a Deus —Você pode mentir para Deus, mas não pode enganá-lo Da ma mulher te guarda, e da boa não fies nada - Cuidado com a mulher má, e não confie na boa Aonde o ouro falla, tudo calla —Quando o dinheiro fala, todo o resto fica em silêncio Do mal o menos —De males, escolha o mínimo.

COZINHA

A gastronomia de Portugal mostra uma grande variedade porque cada uma das suas províncias tem as suas especialidades. Ao longo da costa um marisco açorda é popular. Este é um tipo de sopa feita com pão caipira embebido em caldo usado para ferver marisco. Imediatamente antes de servir, juntam-se mariscos quentes e coentros picados, e o prato é finalizado com a adição de ovos crus que escaldam no líquido quente. A cidade do Porto é famosa pelas suas receitas de tripas. Guisado de tripa, por exemplo, contém tripa, feijão, vitela, chouriço ou linguiça, presunto (presunto curado na montanha semelhante ao presunto), frango, cebola, cenoura e salsa. A cidade de Aveiro é conhecida pela sua caldeirada, um ensopado de peixe e marisco temperado com cominho, salsa e coentro. Na cidade de Coimbra pode-se encontrar bife à portuguésa (bife preparado em molho de vinho temperado e coberto com fatias finas de presunto presunto) e sopa à portuguesa (sopa de carne de porco, vitela, repolho, feijão branco, cenoura e macarrão).

O bacalhau é o peixe mais comumente servido, talvez como bolinhos de bacalhau (bolinhos de bacalhau), ou bacalhau à Gomes de Sá (frito com batata cozida, cebola, ovos e azeitonas). Com efeito, uma vez que Portugal está rodeado pelos dois lados do oceano, o marisco é fresco e abundante em todo o país. Escabeche consiste em peixe em conserva com cenoura e cebola e armazenado na geladeira por vários dias antes de servir.

Os portugueses, tal como os espanhóis, usam azeite e alho generosamente na sua cozinha, mas usam mais ervas e especiarias, especialmente coentro com cominho e páprica. Caldo Verde (sopa verde) é feita de couve fresca, batata, linguiça de porco defumada com alho (também linguiça ou chouriço ), azeite e temperos. É servido com pão de broa (pão de centeio) e vinho tinto. Fatias tenras de lampreia preparadas com molho de curry picante também são um prato típico.

Cozido à Portuguésa é um guisado feito de carne bovina, frango e linguiça cozido com grão de bico, batata, nabo, cenoura, repolho, nabo verde e arroz. Frango, leitão assado, cordeiro e cabra

As sobremesas e confeitos típicos incluem pudim pudim (um creme assado coberto com um molho de açúcar caramelizado), toucinho do céu (bolo de amêndoa "bacon do céu"), e ovos moles (uma mistura doce de gemas de ovo e xarope de açúcar), que pode ser servida como sobremesa ou como cobertura de bolo. Figos recheados (figos secos recheados com amêndoas e chocolate) são frequentemente servidos após o jantar, acompanhados por uma taça de vinho do Porto.

Os vinhos portugueses têm uma boa reputação. Alguns dos melhores vinhos tintos vêm de Colares, a única região que ainda produz uvas de raízes nativas europeias. Os melhores vinhos brancos são de Carcavelos e Buçelas. Embora sejam realmente tintos ou brancos, os chamados vinhos verdes ( vinhos verdes ), feito de uvas colhidas antes de estarem totalmente maduras, são produzidos no norte. Eles são vinhos torrados e têm um teor de álcool de 8 a 11 por cento. Portugal é famoso pelo seu vinho do Porto (que leva o nome da cidade do Porto), é um vinho fortificado com teor alcoólico de 20 por cento. Os melhores vinhos do Porto envelhecem por um mínimo de dez anos, mas alguns envelhecem até 50 anos. O vinho Madeira, vindo da Ilha da Madeira, é semelhante ao vinho do Porto.

FANTASIAS TRADICIONAIS

A roupa usada no Portugal moderno é semelhante à usada nos Estados Unidos. No entanto, para certos festivais, trajes tradicionais são usados. Isso varia de região para região, mas os homens costumam usar calças pretas justas com uma camisa branca e, às vezes, uma faixa ou colete de cor brilhante. Na cabeça, eles podem usar um gorro longo verde e vermelho com uma borla na ponta que pende de um lado. As mulheres usam saias coloridas franzidas com aventais e xales de pano sobre os ombros. Durante o festival de tabuleiros na região de Tomar, a vindima é celebrada pelas raparigas vestidas com vestidos de algodão branco de manga comprida até aos tornozelos, adornados por uma larga fita colorida que passa à volta da cintura e ao ombro. Na cabeça, eles usam uma coroa alta feita de pão e pesando mais de 13 quilos. A coroa, que é pelo menos tão alta quanto a própria menina, é decorada com flores de papel e ramos de trigo e é encimada por uma pomba branca ou uma cruz de Malta.

DANÇAS E CANÇÕES

o fado é um tipo de música melancólica de Portugal. É apresentada em alguns bares de Lisboa à noite e nas primeiras horas da manhã. Acredita-se que essas canções tenham se originado entre os marinheiros portugueses que passaram meses ou mesmo anos no mar, longe de sua amada pátria. o fado, que significa "destino", enaltece as belezas do país pelo qual o cantor sente saudades ou do amor que deixou para trás. As danças folclóricas regionais incluem o chula, a corridinho (uma dança parecida com a polca do sul de Portugal), o fandango, a tirana, e a vira.

FERIADOS

Os portugueses celebram as tradicionais festas cristãs. A celebração do Natal ( Dia do natal ) inclui assistir à missa da meia-noite na véspera de Natal ( missa do galo ), reunindo-se com a família para compartilhar uma refeição e conversar, cantando canções de natal fora da casa de amigos e exibindo uma cena de manjedoura. O Reveillon é celebrado com a colheita e ingestão de 12 uvas, pois o relógio marca meia-noite para garantir 12 meses de felicidade no ano novo. Em 6 de janeiro, Dia de Reis (Dia dos Reis), os presentes são trocados. As famílias compartilham um bolo em forma de anel chamado de bolo rei que contém bonecos de brinquedo que trazem boa sorte se encontrados em sua porção. Durante a Semana Santa acontecem procissões pelas ruas com retratos da paixão de Jesus. As procissões mais famosas acontecem nas cidades da Covilhã e Vila do Conde. Na Páscoa, depois da missa, a família faz uma refeição especial. Isso pode incluir folar, um bolo feito de massa doce e coberto com ovos cozidos. No Pentecostes (50 dias após a Páscoa), as sociedades do Espírito Santo nos Açores fornecem comida para os pobres da comunidade. Véspera de São João (Véspera de São João), no dia 23 de junho, é uma festa em homenagem a São João Batista. As tradições associadas a este festival dizem respeito ao fogo e à água. As pessoas constroem fogueiras, dançam ao seu redor e saltam sobre suas chamas. Diz-se que a água possui uma qualidade milagrosa naquela noite, e que o contato com ela ou o orvalho pode trazer saúde, boa sorte, proteção ao gado, casamento ou boa sorte. Nos dias treze de maio e outubro, as pessoas aglomeram-se no santuário de Nossa Senhora de Fátima em busca de curas milagrosas ou de uma oração. Nos Estados Unidos, todas essas celebrações se tornaram americanizadas ou foram abandonadas por equivalentes americanos (por exemplo, o Dia das Almas foi substituído pelo Dia da Memória), mas certas tradições podem ser mantidas por algumas famílias por orgulho étnico.

PROBLEMAS DE SAÚDE

Os luso-americanos não têm problemas de saúde ou condições médicas específicas que os afligam. Eles se orgulham de sua robustez e longevidade. Eles têm uma reputação de trabalho árduo e diligência. A taxa de natalidade de Portugal é elevada em comparação com o resto da Europa e os Estados Unidos, mas diminuiu nos últimos anos. As sociedades de ajuda mútua são uma tradição estabelecida entre os luso-americanos. Muitos trabalhadores têm seguro saúde por meio do plano de benefícios do empregador e os autônomos costumam fazer um seguro às suas próprias custas.


Espanha e Portugal 1914

O mapa: Mapa antigo da Espanha e de Portugal. Os países são mostrados com fronteiras provinciais, cidades e vias navegáveis. O detalhe topográfico é gravado como hachuras para representar cadeias de montanhas. Três inserções mostram Ceuta, Gilbraltar e o Estreito de Gibraltar. Esta adorável impressão original, com mais de 100 anos, representa técnicas de gravação excepcionalmente finas. O mapa foi desenhado em 1914 e publicado um ano depois, em 1915.

Tamanho da página: 14 (w) por 11 1/4 (h) polegadas

Tamanho do mapa: 13,5 (w) por 11 (h) polegadas

Tamanho do tapete: 16 por 20 polegadas

Tapete opcional com placa de apoio: Crescente Selecione 100% alfa-celulose virgem, papel cartão de grau de conservação, espessura de 4 camadas (0,050 "- 0,060"). O tapete e o fundo são neutros, de cor esbranquiçada com um núcleo branco, 100% livre de ácido e lignina para proteger a impressão do mapa. Cada abertura do tapete é um corte personalizado com uma borda chanfrada de 45 ° para uma apresentação ideal.

Adapta-se a qualquer moldura de imagem padrão de 16 por 20 polegadas. Ver Tapetes e armações Para maiores informações.


Principais características políticas nos anos do pós-guerra ↑

Após este período de quase guerra civil, os republicanos “históricos” derrubados pelo golpe de Sidónio Pais acreditavam que, com a nova legitimidade política forjada na luta contra os monarquistas, poderiam reconstruir o regime como o era antes de 1914. O cenário político republicano, entretanto, havia passado por uma importante mudança. O líder histórico do Partido Democrata, Afonso Costa, o mais importante defensor da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, optou por nunca mais regressar de Paris. Embora o seu partido tenha permanecido uma força hegemónica e dominante, sofreu várias cisões ao longo dos anos seguintes, nomeadamente, de grupos organizados por políticos como Álvaro Xavier de Castro (1878-1928) e José Domingues dos Santos (1885-1958).

Os outros dois partidos ditos históricos (o Evolucionista e o Unionista) se fundiram, criando o Partido Liberal, e foram julgadas diferentes coalizões de forças políticas de centro e centro-direita. [10] Neste contexto, “(.) Partidos pequenos, mas altamente ideológicos, apareceram tanto na arena parlamentar (o PCC [11] e a esquerda democrática) quanto na arena extra-parlamentar (o Partido Comunista e os sidonistas de 1919 em diante)” . Além disso, havia uma nova geração de políticos que defendiam novas estratégias e agendas políticas, respondendo aos problemas do pós-guerra. Em suma, esses problemas refletiam os conflitos nascidos da nova modernidade política, [13] ou da radicalização dos extremos políticos e ideológicos. [14]

A política portuguesa tornou-se mais polarizada. A revolução russa de 1917 teve um impacto poderoso no movimento operário e em 1921 foi criado o Partido Comunista Português. Os trabalhadores anarco-sindicalistas fundaram a Confederação Geral do Trabalho (CGT), a fim de responder aos crescentes problemas sociais. Foi a sua época de ouro, “marcada por uma onda de greves” [15]. Pelo menos no pós-guerra imediato, até 1922-1923, uma revolução social parecia possível.

Os agentes e grupos de direita (notadamente o grupo conhecido como Integralismo Lusitano) tornou-se mais organizado e, no final deste período, conspirou ativamente contra o Partido Democrata, agora liderado por António Maria da Silva (1872-1950). Alguns destes novos grupos políticos eram muito cheirosos a outros movimentos fascistas europeus, mas em Portugal os combatentes de guerra não eram os principais participantes nesses movimentos, ao invés “(.) Os veteranos foram rapidamente absorvidos pela sociedade rural, ou optaram pela emigração”. [16]

Outro desenvolvimento significativo durante este período foi que os católicos separaram sua agenda política da causa monarquista, concentrando-se na renovação de suas próprias organizações religiosas e, assim, tornando-se mais ativamente engajados na vida política, até mesmo no parlamento. A questão religiosa, que teve um forte impacto na política pré-guerra, foi parcialmente resolvida durante o regime de Sidónio Pais, graças a modificações nas características mais problemáticas da Lei de Separação da Igreja e do Estado (abril de 1911) e ao restabelecimento de relações diplomáticas com o Vaticano.

A formação, em 1924, do União dos Interesses Económicos (UIE), coalizão das forças econômicas mais importantes (dos setores agrícola, industrial, comercial e financeiro), que elegeu quatro deputados nas eleições de 1925, foi o sinal mais tangível dos novos agentes políticos, alguns dos quais pressionaram posições anti-liberais na arena política. o O Século o jornal foi um instrumento poderoso para a sensibilidade política da UIE.

Um dos principais atores políticos neste período foi o exército. Apesar da derrota portuguesa em La Lys (abril de 1918), os militares, legitimados pelo seu “sacrifício” [17] nos campos de batalha, eram vistos nesta época como um guarda contra a possibilidade de desordem, e por isso a sua intervenção no campo político foi solicitado por alguns agentes políticos. Na verdade, uma “(.) Nova ideologia militarista surgiu”. [18] Após os eventos de 19 de outubro de 1921, a chamada “Noite Sangrenta”, na qual vários políticos conservadores foram assassinados durante um golpe republicano radical, muitos oficiais militares politizados começaram a organizar diferentes redes conspiratórias dentro do exército. Os militares tiveram vários motivos que motivaram a sua intervenção: motivos corporativos, por exemplo, o reforço da Guarda Nacional Republicana como corpo paramilitar “Pretoriano”, motivos económicos, por exemplo, a diminuição do poder de compra dos oficiais [19] e, por último, razões políticas. Depois de 18 de abril de 1925, a tentativa de golpe de direita, "os apelos por um interregno militar atingiram o seu auge". [20]

A instabilidade do gabinete foi, no entanto, um obstáculo à implementação das políticas públicas republicanas. Argumentou-se que a instabilidade política “aumentou a fragmentação do espectro partidário e as disputas parlamentares diárias”, e destruiu “o que restou da legitimidade republicana”. [21] O problema da legitimidade era particularmente agudo neste regime, incapaz de democratizar, ou pelo menos de iniciar a democratização do sistema político.

António Reis defende que é importante debater o meio político-cultural e a crise cultural dos anos do pós-guerra para perceber porque é que o regime foi derrubado. Intelectuais de esquerda e direita “perderam a fé” em seus líderes políticos e adotaram novas doutrinas. A cultura republicana estava perdendo sua hegemonia e novas formas de pensamento político estavam ganhando terreno. O fascismo parecia novo e atraente e o republicanismo estava perdendo seu fascínio. [22]


1974-1975: A Revolução Portuguesa

Uma curta história da revolução em Portugal em que uma rebelião do exército derrubou a ditadura fascista.

A verdadeira revolução foi quando os trabalhadores urbanos assumiram o controle de seus locais de trabalho e os trabalhadores agrícolas assumiram o controle de suas fazendas e organizaram a produção, enquanto os partidos de esquerda apenas disputavam posições de poder, acabando por matar a revolução.

Em 25 de abril de 1974, uma facção radical dentro das Forças Armadas portuguesas, o MFA, se revoltou contra o governo. Até então, Portugal esteve sob uma ditadura fascista durante mais de meio século. Se o MFA era inclinado para a esquerda ou para a direita, não estava claro na época. A revolta militar criou um espaço onde as pessoas podiam efetuar mudanças em suas vidas e a oportunidade foi agarrada com entusiasmo.

Ativistas de esquerda começaram a retornar do exílio e novos partidos políticos surgiram. Todos os partidos aproveitaram a situação para ganhar poder político no governo. As pessoas comuns, em contraste, usaram a situação para melhorar as condições sociais em suas comunidades e locais de trabalho por meio de novas organizações autônomas. Foi aqui que se travou a verdadeira revolução e que nos interessa muito.

Lutas operárias
Portugal era o país mais subdesenvolvido da Europa. Na época, 400.000 pessoas estavam desempregadas. 150.000 pessoas viviam em favelas, um milhão havia emigrado e a mortalidade infantil era de quase 8,5%. Após a revolução, os trabalhadores imediatamente começaram a lutar contra as duras condições econômicas. As greves foram enfrentadas com força brutal sob o regime fascista, mas a falta de experiência não foi um impedimento para a classe trabalhadora portuguesa. Durante o verão de 1974, mais de 400 empresas registraram disputas.

Uma das greves mais significativas foi dentro da TAP, a companhia aérea semi-estatal. Mostrou de que lado estava o governo supostamente radical. Os trabalhadores da TAP têm um histórico de militância. Em 1973, três trabalhadores foram assassinados pela polícia paramilitar durante uma greve.

A 2 de Maio de 1974 uma assembleia de trabalhadores da TAP exigia o expurgo de todos os fascistas da empresa e a eleição dos representantes sindicais para o conselho de administração, que na realidade era um conselho dos patrões. Quando foi descoberto que alguns dos representantes haviam aumentado seus salários, o sindicato foi muito criticado. Em agosto, uma assembléia de trabalhadores da manutenção reduziu suas 44 horas semanais para 40 horas, recusando-se a trabalhar as quatro horas extras.

Outra assembléia, realizada sem dirigentes sindicais, elaborou uma lista de demandas incluindo o expurgo de funcionários que manifestassem "atitudes anti-operárias", aumentos salariais e o direito de reconsiderar contratos coletivos sempre que os trabalhadores desejassem. As reivindicações não foram aceitas pelo governo, então em resposta os trabalhadores declararam greve, elegeram um comitê de greve e colocaram piquetes. Todos os voos internacionais foram interrompidos. O novo Ministro do Trabalho, membro do Partido Comunista, apelou aos trabalhadores para retomarem o trabalho enquanto os postos do PC e os arquivistas se opunham à greve dentro da TAP.

Os trabalhadores da TAP resistiram e, por fim, o governo enviou militares para ocupar o aeroporto e prender o comité de greve. Duzentos trabalhadores foram demitidos, mas foram reintegrados após manifestações em massa e ameaças de novas greves. A semana de 40 horas foi introduzida gradualmente. O primeiro governo provisório introduziu leis anti-greve nessa época.

Este governo era uma coalizão que incluía o Partido Socialista e o Partido Comunista. A greve da TAP foi a primeira greve em grande escala depois de 25 de abril e a resposta do governo foi um indicador de como qualquer um dos governos 'pós-fascistas' trataria as lutas dos trabalhadores. A classe trabalhadora, entretanto, não se perturbou com isso. Em outubro, outras 400 empresas registraram distúrbios.

Os sindicatos eram relíquias da era fascista e foram considerados traidores por muitos. Os trabalhadores encontraram a necessidade de formas de organização mais democráticas e independentes. Tornou-se comum as assembléias de trabalhadores elegerem delegados para os comitês. Esses comitês eram normalmente eleitos anualmente e estavam sujeitos a revogação. Embora a maioria deles não fosse revolucionária, eram uma expressão da desconfiança do povo em relação aos "partidos de esquerda", ao governo e aos militares. No final de outubro de 1974, havia cerca de 2.000 desses comitês.

No verão de 1975, o movimento começou a se desenvolver ainda mais. Freqüentemente, quando as demandas eram ignoradas pela administração, os trabalhadores ocupavam seus locais de trabalho e, em muitos casos, instituíam sistemas de autogestão. De uma dúzia a várias centenas de trabalhadores começariam a administrar os próprios negócios. Em Unhais de Serra, 1.100 trabalhadores têxteis se livraram da administração e elegeram um comitê de trabalhadores para dirigir a fábrica.

Estima-se que cerca de 380 fábricas autogeridas e 500 cooperativas estavam em operação no verão de 1975. Como os conselhos de trabalhadores, as cooperativas não eram revolucionárias. Eles ainda tiveram que lidar com as restrições do capitalismo. Eles tinham que ter lucro e os membros recebiam salários diferentes. Apesar de muitas cooperativas serem capazes de reduzir os preços de bens ou serviços, isso inevitavelmente levou à competição entre as diferentes cooperativas.

Em meio à crescente cultura de autogestão, o Partido Revolucionário Proletário iniciou uma campanha para lançar conselhos de trabalhadores. Delegados das principais indústrias e comitês de soldados e marinheiros se reuniram com um grande contingente de membros do PRP. A ideia era ter conselhos baseados no local de trabalho, bairros e quartéis e, a partir destes, seriam eleitos locais, regionais e depois um conselho nacional.

Parecia bom, infelizmente o PRP estava mais preocupado em criar órgãos que eles pudessem dominar do que conselhos capazes de representar a classe trabalhadora. "Partidos da classe trabalhadora" foram convidados a aderir. Isso mostrou sua ideia muito limitada do que os trabalhadores são capazes.

Dar lugares a partidos políticos, bem como a delegados de trabalhadores eleitos diretamente, não apenas diluiu a democracia, mas também implicou na "necessidade" de algum tipo de elite para liderar as massas. Se os autoproclamados 'partidos revolucionários' não conseguissem obter apoio suficiente para que seus membros fossem escolhidos como delegados por seus colegas de trabalho, deveriam obter assentos de direito só porque se autodenominavam "partidos operários". Uma estranha noção de democracia!

Lutas por moradia
After April 25th people began occupying empty property, unwilling to wait for governmental action. The government, afraid of people's anger, decreed a rent freeze and allocated money and tax exemptions to builders. The increase in homes built was inadequate and more and more people occupied empty buildings. 260 families from a shantytown in Lisbon moved into an empty apartment block near the city. The military ordered them out but were forced to back down when the families refused.

In response to the housing crisis people began to organise collectively. In older working-class and lower-middle-class areas Autonomous Revolutionary Neighbourhood Committees were set up. The committees were elected from general assemblies of local residents. They arranged occupations of property for use as free crèches, workers' centres and for other community services.

In Lisbon one local Neighbourhood Committee organised for some 400 empty houses to be taken over. A "social rent" was paid that went towards improvements. Another organisation set up was the Federation of Shanty Town Committees. It was independent of political parties and came to represent 150,000 shanty town dwellers. It called for new housing estates to be built in place of the shantytowns, for expropriation of land and for rent controls.

The housing organisations faced some of the same problems experienced by the workers' organisations. Neighbourhood and shanty town committee meetings were seen as opportunities for party building by left parties. Party members, often times well practised at public speaking and debating, got elected to key positions on the committees and then used them as a platform for their own particular political propaganda.

A lot of ordinary residents stopped attending meetings when they felt they were dominated by a particular group. All in all, the "workers parties" seemed to be more a hindrance than a help to these committees. By trying to run things in ways compatible with their ideologies they stifled the spontaneous organisational methods of ordinary folk.

Land Occupations
At the same time one third of Portugal's population worked as agricultural labourers. They worked for half of the year and were unemployed for the rest of it. When the rural workers saw their opportunity for change they seized it wholeheartedly and began taking over farms, ranches and unused land. At the beginning the government rarely intervened.

There was much positive co-operation between agricultural and industrial workers, and the various workers' organisations. In Cabanas an abandoned farm was occupied with the help of a local neighbourhood committee. Machines were taken from a nearby factory to help clear the land. In Santarem a meeting of 354 farm workers declared that a massive amount of land was to be occupied. Other workers, armed with pickaxes, arrived in trucks to aid the agricultural labourers and at the end of it over ten major farms were collectivised.

Socialism seemed natural to the labourers and there was never talk of dividing up the land. The land was worked collectively and owned by the village as a whole. By August 1975 official statistics reported that over 330 different land collectives were in operation.

All these struggles happened against a backdrop of six provisional governments, a few coup attempts and rumours of NATO and right-wing conspiracies. Where the armed forces had created a space for radical social development by workers it quickly re-invaded the space with programs for government and the economy that had little to do with the revolution. Any independent initiatives were generally stifled by the left and centre "workers parties".

The capitalist system itself was never truly tackled en masse and co-ops, collectives and workers' committees had to negotiate on capitalist terms for the price of their labour. Even the workers' committees were little more than workers' self-management of their own exploitation. One Trotskyist paper blamed the lack of revolutionary progress on the fact that there was not a "workers party". In fact there were at least fifteen!


Português

Nuno Espírito Santo André Villas-Boas Sérgio Conceição Ricardo Quaresma Isabel, Princess Imperial of Brazil Joaquim de Almeida Sérgio Oliveira Daniela Melchior

Lisbon: Harbor of Hope and Intrigue

C hat made Lisbon, an ancient Atlantic port with a storied past, so important during World War II? Refugees, spies, tungsten, gold—and Portugal’s precarious neutral status.

As global war raged, Lisbon hummed with trade, conspiracy, and subterfuge. The last European ocean gateway open to refugees, it was flooded by a million of them, including Jews and Allied POWs. Legendary secret agents like Garbo made Lisbon their headquarters. The Nazis needed tungsten, found extensively in Portugal, for vital equipment like manufacturing tools and armor-piercing munitions the Allies didn’t want them to get it and Lisbon was where both sides cut deals. As for gold, it motivated Prime Minister Antonio de Oliveira Salazar to play a dangerous game throughout the war. His country’s poverty, vulnerability, and natural resources had him walking an economic tightrope between the Allies and Axis while heading Portugal’s authoritarian regime, Estado Novo—the New State—powered by a Gestapo-like secret police.

How and why did these elements meet and mesh here? Last fall, I walked Lisbon’s seven hills, with their Roman, Arab, bohemian, and upscale shopping quarters, and trawled the lively outdoor cafés and street life of Baixa, the commercial hub in the heart of Lisbon. The more I came to admire Lisbon’s cosmopolitan population, rich cultural heritage, astounding architecture, and extraordinary vistas, the more I wanted to unravel its past.

Legend says Odysseus washed up here, and founded a town named Olisippo after himself. Historians say the Phoenicians landed around 1200 B.C. and dubbed it Allis Ubbo—“Good Harbor.” Under the Romans and Muslims the port grew prosperous and famous. One bright morning I climbed through the winding alleys and marvelously tiled façades of Alfama, the Arab quarter, to Sao Jorge castle. In 1147, Christians—mostly English crusaders looking for plunder—fought bitterly to retake this fortress from the Moors. Their victory began an enduring English-Portuguese alliance, codified by the 1386 Treaty of Windsor.

After admiring the stunning views and the castle’s tame peacocks, I climbed down to Baixa. Here during World War II refugees spent anxious months (and dwindling cash) in cafés and restaurants under watchful secret police eyes. Meanwhile, their torrents of paperwork slowly wound through the Portuguese bureaucracy, Lisbon-based relief agencies—such as the American Jewish Joint Distribution Committee (JDC), which chartered ships and funded rescue missions—and the American and British embassies. The wealthiest refugees stayed in converted palaces like Hotel Aviz and got tickets for the Pan American Clipper, the luxurious seaplane flying twice weekly between Lisbon and New York. Most of the rest snaked and huddled along the city’s docks and alleys, depending on soup kitchens and shelters run by agencies like the JDC and seesawing between hope and despair as they dreamed of passage to the New World.

From Praça do Comércio, Lisbon’s triumphal riverside square, I took a 15-minute tram ride west along the Tagus River docks, many now servicing luxury cruise ships with posh restaurants and clubs, to Belém and the Jerónimos monastery, a magnificent limestone cloister. There lie the bodies of epic poet Luis de Camões, who wrote about Portugal’s 15th-century Age of Discovery, and Vasco da Gama, who lived it. Financed by Prince Henry the Navigator, Portuguese sea captains like da Gama sailed from this harbor to probe Africa and the Atlantic for trade routes to Asia, bringing back knowledge, wealth, and exotic products—and launching modern globalization.

Over the stone ramparts of Belém Tower, which once helped defend the mouth of the Tagus, I looked east toward Europe’s second-largest suspension bridge and the piers. In June 1940, when refugee waves first hit Lisbon, Portugal’s 1940 world exposition monopolized a square kilometer of this waterfront, intensifying the chaotic crowding. Lucky souls eventually boarded ships like the SS Quanza, which, in August 1940, loaded 317 refugees, mostly Jewish, in Lisbon, dropping 200 in New York, 36 in Vera Cruz, and the rest in Norfolk, Virginia.

Many Jews escaping Europe owed their lives to a Portuguese diplomat, Aristides de Sousa Mendes. From the Bordeaux consulate, France, Sousa Mendes issued visas—many free of charge, and virtually all against Prime Minister Salazar’s directives—to thousands of desperate refugees. In one sleepless three-day stretch alone, he and his two sons frantically processed 1,575 visas. When word reached Lisbon, he was ordered home, fired, and disgraced. He died destitute in 1954 Portugal didn’t officially rehabilitate his memory until 1988.

Portugal’s prime minister had been dealing with problems he felt were more essential. Above all, Salazar needed money: to rebuild Portugal’s shattered economy, keep its remaining empire intact, and ensure its independence. Somehow, without repudiating the Treaty of Windsor, he had to maintain neutrality. So he promised both Britain and Germany open trade in Portugal’s domestic and colonial resources. The Allies and Axis each threatened Portugal with sanctions or worse for dealing with their enemy, and used bidding wars and secret deals to outfox each other. But both needed what Portugal had. Thanks to Salazar shrewdly playing off the competitors, Portugal’s balance of trade went from a $90 million deficit in 1939 to a $68 million surplus in 1942. By war’s end, the Reichsbank had paid Banco do Portugal 124 tons of looted gold, laundered through the Swiss National Bank.

Secret transactions were on my mind one cloudy day on the tree- and statue-lined Avenida da Liberdade. In this quarter lurk remnants of the grand hotels, like Avenida Palace, Victoria, and Britannia. During the war, their swank bars and restaurants buzzed with Lisbon’s top-rank spies, like James Bond creator Ian Fleming and Kim Philby, later unmasked as a Soviet mole.

Juan Pujol García came to Lisbon from Barcelona. Anti-Nazi and anticommunist, he decided to sell his services to the British. But first he upped his potential value by becoming an agent with the German Abwehr intelligence agency after feeding it “information” he’d gleaned at a Lisbon public library. So convincing was the eventual Allied double agent—dubbed “Garbo” by the British, and central to the plan to deceive the Germans about the Allied invasion of France—that the Germans awarded him the Iron Cross after D-Day, never realizing they’d been had. Garbo’s story became the model for Graham Greene’s satiric novel Our Man In Havana, in which an English vacuum cleaner salesman in Cuba unwittingly becomes a leading spy by selling fabricated information to ever-hungrier British intelligence.

One moonlit night in Bairro Alto, the nightlife-rich bohemian quarter, I scanned Baixa, glittering with movement, and its surrounding hills. Across from me rose brightly lit Sao Jorge castle and Alfama to my right, the Tagus River swirled darkly toward the ocean. I remembered how Our Man In Havana ends: the “spy,” exposed as a fraud, is awarded a medal and promotion to cover up his masters’ gullibility. I thought of Garbo savoring this view, a glass of port in hand of how truth is stranger than fiction and raised my own glass with a grin.

Gene Santoro is the reviews editor for Segunda Guerra Mundial e História americana magazines, and covers pop culture for the New York Daily News. His latest books are Highway 61 Revisited e Myself When I Am Real: The Life and Music of Charles Mingus. His current project deals with U.S. State Department cultural tours.

Continental, US Air, and TAP fly direct to Lisbon from the U.S.

Where to Eat
Lisbon is a very cosmopolitan city, with citizens from Portugal’s former colonies in India, China, Brazil, Oceania, and Africa,
which enriches its cuisine. Lunchtime soup and a sandwich at Catedral do Pao (Rua Don Pedro V, 57) is a high point: dazzling with marble colonnades and tiles, the bakery makes Lisbon’s best bread and pastries. Café des Sandes, a ubiquitous chain, offers reasonable sandwiches, soups, and salads at locations around town. Rossio in Baixa is a café hub. Try the dainties at Café Suica (Praca Don Pedro IV, 100) while enjoying first-rate street musicians. Café A Brasiliera (Rue Garret, 120) is a prime stop for a nightcap of fine port with a lively soundtrack from Afropop street bands. Family-style dinners are the stock-in-trade at Bonjardim (Travessa de Santo Antao 12 01121-342-7424). Cocheira Alentejana (Travessa do Poco da Cidade, 19), serves up the Alentejo region’s cuisine—arguably Portugal’s best. For Brazilian-Portuguese flair, try Praco do Chile (Avenida Almirante Reis 117), one of the many cervejerias (beer bars), for seafood and snacks. At Delhi Darbar (Rua do Norte, 100), the excellent curry goes down well with Taj Mahal beer. Locanda Italiana (Rua de Paio Mendes 2-A-10) serves pizzas, pastas, and seafood in a heated outdoor café.

What Else to See

An hour’s train ride from Lisbon, mountainous Sintra is a favorite for day-trippers, with eye-popping vistas to the Atlantic and the Tagus, myriad palaces ancient and modern, and gorgeous artisanal crafts.


The Discoveries and the Apex of Portuguese International Power

The Discoveries are generally presented as the first great moment of world capitalism, with markets all over the world getting connected under European leadership. Albeit true, this is a largely post hoc perspective, for the Discoveries became a big commercial adventure only somewhere half-way into the story. Before they became such a thing, the aims of the Discoveries’ protagonists were mostly of another sort.

The Conquest of Ceuta

An interesting way to have a fuller picture of the Discoveries is to study the Portuguese contribution to them. Portugal was the pioneer of transoceanic navigation, discovering lands and sea routes formerly unknown to Europeans, and starting trades and commercial routes that linked Europe to other continents in a totally unprecedented fashion. But, at the start, the aims of the whole venture were entirely other. The event generally chosen to date the beginning of the Portuguese discoveries is the conquest of Ceuta – a city-state across the Straits of Gibraltar from Spain – in 1415. In itself such voyage would not differ much from other attempts made in the Mediterranean Sea from the twelfth century onwards by various European travelers. The main purpose of all these attempts was to control navigation in the Mediterranean, in what constitutes a classical fight between Christianity and Islam. Other objectives of Portuguese travelers were the will to find the mythical Prester John – a supposed Christian king surrounded by Islam: there are reasons to suppose that the legend of Prester John is associated with the real existence of the Copt Christians of Ethiopia – and to reach, directly at the source, the gold of Sudan. Despite this latter objective, religious reasons prevailed over others in spurring the first Portuguese efforts of overseas expansion. This should not surprise us, however, for Portugal had since its birth been, precisely, an expansionist political unit under a religious heading. The jump to the other side of the sea, to North Africa, was little else than the continuation of that expansionist drive. Here we must understand Portugal’s position as determined by two elements, one that was general to the whole European continent, and another one, more specific. The first is that the expansion of Portugal in the Middle-Ages coincides with the general expansion of Europe. And Portugal was very much a part of that process. The second is that, by being part of the process, Portugal was (by geographical hazard) at the forefront of the process. Portugal (and Spain) was in the first line of attack and defense against Islam. The conquest of Ceuta, by Henry, the Navigator, is hence a part of that story of confrontation with Islam.

Exploration from West Africa to India

The first efforts of Henry along the Western African coast and in the Atlantic high sea can be put within this same framework. The explorations along the African coast had two main objectives: to have a keener perception of how far south Islam’s strength went, and to surround Morocco, both in order to attack Islam on a wider shore and to find alternative ways to reach Prester John. These objectives depended, of course, on geographical ignorance, as the line of coast Portuguese navigators eventually found was much larger than the one Henry expected to find. In these efforts, Portuguese navigators went increasingly south, but also, mainly due to accidental changes of direction, west. Such westbound dislocations led to the discovery, in the first decades of the fifteenth century, of three archipelagos, the Canaries, Madeira (and Porto Santo) and the Azores. But the major navigational feat of this period was the passage of Cape Bojador in 1434, in the sequence of which the whole western coast of the African continent was opened for exploration and increasingly (and here is the novelty) commerce. As Africa revealed its riches, mostly gold and slaves, these ventures began acquiring a more strict economic meaning. And all this kept on fostering the Portuguese to go further south, and when they reached the southernmost tip of the African continent, to pass it and go east. And so they did. Bartolomeu Dias crossed the Cape of Good Hope in 1487 and ten years later Vasco da Gama would entirely circumnavigate Africa to reach India by sea. By the time of Vasco da Gama’s journey, the autonomous economic importance of intercontinental trade was well established.

Feitorias and Trade with West Africa, the Atlantic Islands and India

As the second half of the fifteenth century unfolded, Portugal created a complex trade structure connecting India and the African coast to Portugal and, then, to the north of Europe. This consisted of a net of trading posts (feitorias) along the African coast, where goods were shipped to Portugal, and then re-exported to Flanders, where a further Portuguese feitoria was opened. This trade was based on such African goods as gold, ivory, red peppers, slaves and other less important goods. As was noted by various authors, this was somehow a continuation of the pattern of trade created during the Middle Ages, meaning that Portugal was able to diversify it, by adding new goods to its traditional exports (wine, olive oil, fruits and salt). The Portuguese established a virtual monopoly of these African commercial routes until the early sixteenth century. The only threats to that trade structure came from pirates originating in Britain, Holland, France and Spain. One further element of this trade structure was the Atlantic Islands (Madeira, the Azores and the African archipelagos of Cape Verde and São Tomé). These islands contributed with such goods as wine, wheat and sugar cane. After the sea route to India was discovered and the Portuguese were able to establish regular connections with India, the trading structure of the Portuguese empire became more complex. Now the Portuguese began bringing multiple spices, precious stones, silk and woods from India, again based on a net of feitorias there established. The maritime route to India acquired an extreme importance to Europe, precisely at this time, since the Ottoman Empire was then able to block the traditional inland-Mediterranean route that supplied the continent with Indian goods.

Control of Trade by the Crown

One crucial aspect of the Portuguese Discoveries is the high degree of control exerted by the crown over the whole venture. The first episodes in the early fifteenth century, under Henry the Navigator (as well as the first exploratory trips along the African coast) were entirely directed by the crown. Then, as the activity became more profitable, it was, first, liberalized, and then rented (in totu) to merchants, whom were constrained to pay the crown a significant share of their profits. Finally, when the full Indo-African network was consolidated, the crown controlled directly the largest share of the trade (although never monopolizing it), participated in “public-private” joint-ventures, or imposed heavy tributes on traders. The grip of the crown increased with growth of the size and complexity of the empire. Until the early sixteenth century, the empire consisted mainly of a network of trading posts. No serious attempt was made by the Portuguese crown to exert a significant degree of territorial control over the various areas constituting the empire.

The Rise of a Territorial Empire

This changed with the growth of trade from India and Brazil. As India was transformed into a platform for trade not only around Africa but also in Asia, a tendency was developed (in particular under Afonso de Albuquerque, in the early sixteenth century) to create an administrative structure in the territory. This was not particularly successful. An administrative structure was indeed created, but stayed forever incipient. A relatively more complex administrative structure would only appear in Brazil. Until the middle of the sixteenth century, Brazil was relatively ignored by the crown. But with the success of the system of sugar cane plantation in the Atlantic Isles, the Portuguese crown decided to transplant it to Brazil. Although political power was controlled initially by a group of seigneurs to whom the crown donated certain areas of the territory, the system got increasingly more centralized as time went on. This is clearly visible with the creation of the post of governor-general of Brazil, directly respondent to the crown, in 1549.

Portugal Loses Its Expansionary Edge

Until the early sixteenth century, Portugal capitalized on being the pioneer of European expansion. It monopolized African and, initially, Indian trade. But, by that time, changes were taking place. Two significant events mark the change in political tide. First, the increasing assertiveness of the Ottoman Empire in the Eastern Mediterranean, which coincided with a new bout of Islamic expansionism – ultimately bringing the Mughal dynasty to India – as well as the re-opening of the Mediterranean route for Indian goods. This put pressure on Portuguese control over Indian trade. Not only was political control over the subcontinent now directly threatened by Islamic rulers, but also the profits from Indian trade started declining. This is certainly one of the reasons why Portugal redirected its imperial interests to the south Atlantic, particularly Brazil – the other reasons being the growing demand for sugar in Europe and the success of the sugar cane plantation system in the Atlantic islands. The second event marking the change in tide was the increased assertiveness of imperial Spain, both within Europe and overseas. Spain, under the Habsburgs (mostly Charles V and Phillip II), exerted a dominance over the European continent which was unprecedented since Roman times. This was complemented by the beginning of exploration of the American continent (from the Caribbean to Mexico and the Andes), again putting pressure on the Portuguese empire overseas. What is more, this is the period when not only Spain, but also Britain, Holland and France acquired navigational and commercial skills equivalent to the Portuguese, thus competing with them in some of their more traditional routes and trades. By the middle of the sixteenth century, Portugal had definitely lost the expansionary edge. And this would come to a tragic conclusion in 1580, with the death of the heirless King Sebastian in North Africa and the loss of political independence to Spain, under Phillip II.

Empire and the Role, Power and Finances of the Crown

The first century of empire brought significant political consequences for the country. As noted above, the Discoveries were directed by the crown to a very large extent. As such, they constituted one further step in the affirmation of Portugal as a separate political entity in the Iberian Peninsula. Empire created a political and economic sphere where Portugal could remain independent from the rest of the peninsula. It thus contributed to the definition of what we might call “national identity.” Additionally, empire enhanced significantly the crown’s redistributive power. To benefit from profits from transoceanic trade, to reach a position in the imperial hierarchy or even within the national hierarchy proper, candidates had to turn to the crown. As it controlled imperial activities, the crown became a huge employment agency, capable of attracting the efforts of most of the national elite. The empire was, thus, transformed into an extremely important instrument of the crown in order to centralize power. It has already been mentioned that much of the political history of Portugal from the Middle Ages to the nineteenth century revolves around the tension between the centripetal power of the crown and the centrifugal powers of the aristocracy, the Church and the local communities. Precisely, the imperial episode constituted a major step in the centralization of the crown’s power. The way such centralization occurred was, however, peculiar, and that would bring crucial consequences for the future. Various authors have noted how, despite the growing centralizing power of the crown, the aristocracy was able to keep its local powers, thanks to the significant taxing and judicial autonomy it possessed in the lands under its control. This is largely true, but as other authors have noted, this was done with the crown acting as an intermediary agent. The Portuguese aristocracy was since early times much less independent from the crown than in most parts of Western Europe, and this situation accentuated during the days of empire. As we have seen above, the crown directed the Reconquista in a way that made it able to control and redistribute (through the famous donations) most of the land that was conquered. In those early medieval days, it was, thus, the service to the crown that made noblemen eligible to benefit from land donations. It is undoubtedly true that by donating land the crown was also giving away (at least partially) the monopoly of taxing and judging. But what is crucial here is its significant intermediary power. With empire, that power increased again. And once more a large part of the aristocracy became dependent on the crown to acquire political and economic power. The empire became, furthermore, the main means of financing of the crown. Receipts from trade activities related to the empire (either profits, tariffs or other taxes) never went below 40 percent of total receipts of the crown, until the nineteenth century, and this was only briefly in its worst days. Most of the time, those receipts amounted to 60 or 70 percent of total crown’s receipts.

Other Economic Consequences of the Empire

Such a role for the crown’s receipts was one of the most important consequences of empire. Thanks to it, tax receipts from internal economic activity became in large part unnecessary for the functioning of national government, something that was going to have deep consequences, precisely for that exact internal activity. This was not, however, the only economic consequence of empire. One of the most important was, obviously, the enlargement of the trade base of the country. Thanks to empire, the Portuguese (and Europe, through the Portuguese) gained access to vast sources of precious metals, stones, tropical goods (such as fruit, sugar, tobacco, rice, potatoes, maize, and more), raw materials and slaves. Portugal used these goods to enlarge its comparative advantage pattern, which helped it penetrate European markets, while at the same time enlarging the volume and variety of imports from Europe. Such a process of specialization along comparative advantage principles was, however, very incomplete. As noted above, the crown exerted a high degree of control over the trade activity of empire, and as a consequence, many institutional factors interfered in order to prevent Portugal (and its imperial complex) from fully following those principles. In the end, in economic terms, the empire was inefficient – something to be contrasted, for instance, with the Dutch equivalent, much more geared to commercial success, and based on clearer efficiency managing-methods. By so significantly controlling imperial trade, the crown became a sort of barrier between the empire’s riches and the national economy. Much of what was earned in imperial activity was spent either on maintaining it or on the crown’s clientele. Consequently, the spreading of the gains from imperial trade to the rest of the economy was highly centralized in the crown. A much visible effect of this phenomenon was the fantastic growth and size of the country’s capital, Lisbon. In the sixteenth century, Lisbon was the fifth largest city in Europe, and from the sixteenth century to the nineteenth century it was always in the top ten, a remarkable feat for a country with such a small population as Portugal. And it was also the symptom of a much inflated bureaucracy, living on the gains of empire, as well as of the low degree of repercussion of those gains of empire through the whole of the economy.

Portuguese Industry and Agriculture

The rest of the economy did, indeed, remain very much untouched by this imperial manna. Most of industry was untouched by it, and the only visible impact of empire on the sector was by fostering naval construction and repair, and all the accessory activities. Most of industry kept on functioning according to old standards, far from the impact of transoceanic prosperity. And much the same happened with agriculture. Although benefiting from the introduction of new crops (mostly maize, but also potatoes and rice), Portuguese agriculture did not benefit significantly from the income stream arising from imperial trade, in particular when we could expect it to be a source of investment. Maize constituted an important technological innovation which had a much important impact on the Portuguese agriculture’s productivity, but it was too localized in the north-western part of the country, thus leaving the rest of the sector untouched.

Failure of a Modern Land Market to Develop

One very important consequence of empire on agriculture and, hence, on the economy, was the preservation of the property structure coming from the Middle Ages, namely that resulting from the crown’s donations. The empire enhanced again the crown’s powers to attract talent and, consequently, donate land. Donations were regulated by official documents called Cartas de Foral, in which the tributes due to the beneficiaries were specified. During the time of the empire, the conditions ruling donations changed in a way that reveals an increased monarchical power: donations were made for long periods (for instance, one life), but the land could not be sold nor divided (and, thus, no parts of it could be sold separately) and renewal required confirmation on the part of the crown. The rules of donation, thus, by prohibiting buying, selling and partition of land, were a major obstacle to the existence not only of a land market, but also of a clear definition of property rights, as well as freedom in the management of land use.

Additionally, various tributes were due to the beneficiaries. Some were in kind, some in money, some were fixed, others proportional to the product of the land. This process dissociated land ownership and appropriation of land product, since the land was ultimately the crown’s. Furthermore, the actual beneficiaries (thanks to the donation’s rules) had little freedom in the management of the donated land. Although selling land in such circumstances was forbidden to the beneficiaries, renting it was not, and several beneficiaries did so. A new dissociation between ownership and appropriation of product was thus introduced. Although in these donations some tributes were paid by freeholders, most of them were paid by copyholders. Copyhold granted to its signatories the use of land in perpetuity or in lives (one to three), but did not allow them to sell it. This introduced a new dissociation between ownership, appropriation of land product and its management. Although it could not be sold, land under copyhold could be ceded in “sub-copyhold” contracts – a replication of the original contract under identical conditions. This introduced, obviously, a new complication to the system. As should be clear by now, such a “baroque” system created an accumulation of layers of rights over the land, as different people could exert different rights over it, and each layer of rights was limited by the other layers, and sometimes conflicting with them in an intricate way. A major consequence of all this was the limited freedom the various owners of rights had in the management of their assets.

High Levels of Taxation in Agriculture

A second direct consequence of the system was the complicated juxtaposition of tributes on agricultural product. The land and its product in Portugal in those days were loaded with tributes (a sort of taxation). This explains one recent historian’s claim (admittedly exaggerated) that, in that period, those who owned the land did not toil it, and those who toiled it did not hold it. We must distinguish these tributes from strict rent payments, as rent contracts are freely signed by the two (or more) sides taking part in it. The tributes we are discussing here represented, in reality, an imposition, which makes the use of the word taxation appropriate to describe them. This is one further result of the already mentioned feature of the institutional framework of the time, the difficulty to distinguish between the private and the public spheres.

Besides the tributes we have just described, other tributes also impended on the land. Some were, again, of a nature we would call private nowadays, others of a more clearly defined public nature. The former were the tributes due to the Church, the latter the taxes proper, due explicitly as such to the crown. The main tribute due to the Church was the tithe. In theory, the tithe was a tenth of the production of farmers and should be directly paid to certain religious institutions. In practice, not always was it a tenth of the production nor did the Church always receive it directly, as its collection was in a large number of cases rented to various other agents. Nevertheless, it was an important tribute to be paid by producers in general. The taxes due to the crown were the sisa (an indirect tax on consumption) and the décima (an income tax). As far as we know, these tributes weighted on average much less than the seigneurial tributes. Still, when added to them, they accentuated the high level of taxation or para-taxation typical of the Portuguese economy of the time.


Historic Portuguese Empire

The Portuguese excelled in exploration and trade for centuries. The country's former colonies, spread across continents, have varying areas, populations, geographies, histories, and cultures.

The Portuguese tremendously affected their colonies politically, economically, and socially. The empire has been criticized for being exploitative, neglectful, and racist.

Some colonies still suffer from high poverty and instability, but their valuable natural resources, combined with current diplomatic relations with and assistance from Portugal, may improve the living conditions of these numerous countries.

The Portuguese language will always be an important connector of these countries and a reminder of how vast and significant the Portuguese empire once was.


Assista o vídeo: Mais de 100 mil brasileiros entraram em Portugal desde a reabertura ao turismo em 2021 (Agosto 2022).